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Vice-presidente da Impresa defende que é preciso lutar contra a ideia que na internet é tudo grátis (14-04-2011)

Para Pedro Norton os jornais em papel não vão desaparecer de um dia para o outro

A revolução tecnológica não é a varinha mágica para acabar com os problemas dos meios de comunicação social e há coisas que continuam a ser essenciais para o sucesso. Qualidade, imaginação e independência face aos poderes político e económico.

Na conferência sobre “Os jornais em 2020”, organizada por O MIRANTE, Pedro Norton, vice-presidente do grupo Impresa (Expresso, Sic, Visão) partilhou as suas interrogações sobre o futuro da comunicação. Defendeu que, na internet, já se estão a esbater as diferenças entre televisões e jornais e que no actual cenário tecnológico em que os problemas da distribuição deixaram de ser uma barreira entre produtores de informação e consumidores é essencial a qualidade, imaginação e a independência.

“No mundo de hoje, um jornal é muito menos diferente de uma televisão do que era há vinte anos. E pode bem acontecer que, daqui a vinte anos, nada os distinga. Nem do ponto de vista da produção, nem do ponto de vista da distribuição, nem do ponto de vista do consumo”, afirmou perante uma plateia de convidados que compareceram, quarta-feira, dia 6, ao fim da tarde, no auditório da Biblioteca de Almeirim.

Dando como exemplo o que já se faz na redacção de O MIRANTE em que os jornalistas escrevem notícias para a edição em papel e para a edição online, filmam e editam vídeos com inclusão de voz-off e fazem fotografias, Pedro Norton disse acreditar que esse é o futuro desde que as redacções sejam capazes de produzir conteúdos de qualidade.

“O futuro não passa, do meu ponto de vista, por prescindir os serviços dos nossos jornalistas e criativos mais talentosos e portanto mais caros. Esse é o campeonato dos “pure internet players”. O nosso futuro passa, como sempre passou, pelo talento, pela criatividade, pelo rigor, pela credibilidade. Mas para não nos perdermos na lixeira da internet (a expressão é de Eric Schmidt, CEO do Google) precisamos de encontrar novas formas de financiar essa qualidade.

Pedro Norton entende que a publicidade deverá passar a integrar os conteúdos, sem violação das normas deontológicas e que os conteúdos de qualidade disponibilizados online têm que ser pagos. A solução, defende, é revolucionar ao nível da venda de publicidade. “Propor soluções de comunicação e não apenas de vender audiência, páginas ou spots de televisão”. E integrar a publicidade nos conteúdos. “Precisamos – e sei bem que corro o risco de chocar algumas consciências – de integrar cada vez mais, dentro dos limites deontológicos, a publicidade e os nossos conteúdos”.

Mas as receitas da publicidade não chegam e os meios de comunicação social não podem estar completamente dependentes dela. Por isso é essencial continuar a lutar contra a ideia de que na internet é tudo gratuito. “ (…) é vital acompanhar e apoiar a luta pelos conteúdos pagos, quer na internet, quer, mais recentemente, nos ipads.

Sobre os jornais tradicionais em papel entende que vão continuar. “Eu não sou dos que acreditam que o papel vai acabar (embora reconheça que os jornais diários têm a vida mais complicada que os jornais semanários) ou que o ipad é a salvação para toda a indústria. (…) Estas revoluções não se fazem de um dia para o outro”.

No início da conferência que foi introduzida pelo Director Executivo de O MIRANTE, Joaquim António Emídio, o vice-presidente da Impresa falou da sua ligação a Almeirim. “Passei aqui alguns dos dias mais felizes da minha infância, casei aqui e baptizei aqui o meu filho mais novo (…)”. Pedro Norton está ligado à administração da sociedade agrícola da Alorna, embora sem funções executivas.

Enquanto administrador do Expresso foi ele que aceitou a proposta de Joaquim António Emídio para uma parceria que dura até hoje da distribuição de O MIRANTE com aquele semanário no distrito de Santarém. Antes da conferência em Almeirim, Pedro Norton visitou a redacção de O MIRANTE em Santarém.

Para produzir informação é preciso gostar de pessoas e saber aprender

O director-executivo de O MIRANTE, responsável pelo convite a Pedro Norton, confessou no início da conferência que gosta de fazer O MIRANTE por causa das pessoas. Pelo contacto que tem com muitas e variadas pessoas. Joaquim António Emídio elogiou a forma desassombrada e livre como o conferencista aborda certos assuntos na coluna de opinião que tem na revista Visão e lembrou que a necessidade de todos aprendermos, todos os dias, com os melhores.

A esse propósito recordou o seu primeiro encontro com o presidente da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, num congresso em que, na sala onde o mesmo foi orador só havia três assistentes, entre os quais ele. “Jornalistas e empresários de comunicação social não tiveram curiosidade em ouvir a pessoa que mais sabe de comunicação social em Portugal. O único verdadeiro patrão da imprensa. Aquele que sabe do assunto e cujo trabalho é prova disso mesmo”.

Lembrou também dois homens ligados à imprensa, já falecidos, que tinham posturas completamente diferentes. “Com António Paulo Louro, editor do Jornal do Fundão, aprendi como se geria um jornal. Ele foi meu mestre. Explicava-me o que sabia. Respondia às minhas interrogações. Com Adriano Lucas (Diário de Coimbra), nunca aprendi nada. Algumas vezes tentei falar com ele. As respostas a tudo o que lhe perguntava eram evasivas. Respondia-me de rei para súbdito. Um dia disse-lhe isso mesmo. Ouviu impassível e no fim apenas me disse que eu tinha que levar O MIRANTE para a sua gráfica”.

Discurso Directo

“Os dias em que os investimentos colossais em gráficas, distribuidoras ou estúdios de televisão eram requisitos fundamentais para se entrar no mercado já passaram. Um simples PC, alguma banda e uma ideia original podem bastar para criar um império. Os exemplos não faltam do Google ao Facebook. Acabou-se a era em que, nós media, jornais ou televisões, estávamos orgulhosamente sós no terreno”

“Nem todos os conteúdos ganham valor com estas mudanças estruturais em curso. Alguns podem até banalizar-se (pode ser o caso da informação genérica pura e dura, sem análise, prospectiva, comentário ou outro tipo de valor acrescentado). Não será seguramente o caso da informação local ou hiper-local, de conteúdo útil para os cidadãos no dia-a-dia; não será o caso do jornalismo de investigação e da sua capacidade de gerar “cachas exclusivas”; não será o caso das crónicas, das análises, dos comentários de especialistas com créditos firmados.”

“Queremos continuar a poder dar-nos ao luxo de ter, pelo menos na Impresa, a melhor e mais bem preparada redacção do país. Até porque sabemos bem que não é um luxo mas uma vantagem competitiva de que depende o nosso futuro. Mas sabemos também muito bem que, a prazo, não poderemos dar-nos ao luxo de a ter a funcionar em exclusivo para um jornal ou para uma televisão.”

“Em Portugal têm aumentado, e muito, as relações perigosas e pouco transparentes entre os poderes político, económico e mediático. Ora, na Impresa, temos para nós muito clara a noção de que os media só sobreviverão a prazo se conseguirem manter-se independentes em relação a esses poderes.”

Clube de Leitores de O MIRANTE solidário com família de Foros de Salvaterra (23-12-2010)

O caso dos três filhos menores retirados a uma família de Foros de Salvaterra na noite de 20 de Junho de 2008 foi a notícia que maior atenção despertou à maior parte dos elementos do Clube de Leitores de O MIRANTE. Foi por esse motivo que a última acção de 2010 da associação consistiu na abertura de uma conta solidária a seu favor.

Os inscritos no Clube de Leitores contribuíram com 1500 (mil e quinhentos euros), a que se juntaram 250 euros doados pela Caixa Agrícola de Salvaterra de Magos onde a conta foi aberta. Mas todos os leitores interessados em ajudar a família podem depositar os seus donativos na conta nº 40240816219 ou utilizar o sistema de transferência bancária usando o NIB 004552704024081621907.

Recorde-se que os menores, Tatiana, Filipe e Soraia, foram retirados à família, pela GNR, a 20 de Junho de 2008, a meio da noite – situação pouco vulgar em casos do género – e apesar da população se ter solidarizado com os pais e construído uma casa nova para a família habitar – dado que a falta de condições de habitabilidade era um dos motivos alegados para a retirada das crianças – a devolução dos menores só foi concretizada a 26 de Março deste ano.

O MIRANTE acompanhou o caso desde a primeira hora. Nuno Antão, Vasco Cunha e António Campos, então deputados, interessaram-se pelo caso e solidarizaram-se com a família visitando a casa numa altura em que o desfecho do caso era incerto e escrevendo a 13 de Outubro de 2009, uma carta ao presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Salvaterra de Magos, solicitando que fosse reavaliada a situação de forma a que os três menores pudessem voltar para a família.

Esta iniciativa de solidariedade valoriza o Clube de Leitores de O MIRANTE e volta a dar visibilidade a um caso que sensibilizou milhares de pessoas. Perante a atitude do Estado ao insistir em manter as crianças numa instituição, a associação Shorinji Kempo de Foros de Salvaterra mobilizou-se e mobilizou a população e construiu, sem ajudas do Estado, uma casa para a família. A população fez uma vigília em frente à Segurança Social de Salvaterra de Magos em Outubro de 2009.

Em situações de retirada de crianças, são muitas vezes os vizinhos das famílias que denunciam as situações de eventuais absusos. Aqui foi exactamente o contrário e houve um sentimento de revolta perante a injustiça. Apesar disso, o Estado mantém a pressão sobre Marília Batista e os filhos. Depois da devolução das crianças continuou a acompanhar a família por mais seis meses e a seguir por mais dois e por ainda mais dois.

A semana passada foi aberta uma conta solidária em nome da família de Foros de Salvaterra a quem foram retirados os filhos menores durante 18 meses.

Nuno Antão tem uma filha de 10 anos e voltará a ser pai nos primeiros meses do próximo ano. Ter uma criança ao colo não lhe é estranho. Assim como não lhe são estranhas situações de injustiça como a que foi vivida pela Soraia, pelos irmãos e pelos pais. Tatiana e Filipe estão ao pé da mãe, Marília Batista. A caminho da Caixa Agrícola, num pequeno percurso a pé, Filipe, foi de mão dada com o deputado social-democrata Vasco Cunha. Ao lado seguia o ex-deputado, também do PSD e actual director executivo da Nersant, António Campos.

O Director-Geral de O MIRANTE, Joaquim António Emídio, lembrou o comportamento dos responsáveis políticos que tutelam a segurança social. “A directora da Segurança Social de Santarém nunca falou sobre este assunto. A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação a quem, por cortesia, dei conhecimento antecipado de uma carta aberta que lhe escrevi e que iria publicar no jornal, teve a deselegância de enviar um direito de resposta à mesma, antes de ela ser publicada, e dar ordens ao Instituto da Segurança Social para fazer o mesmo”.

A conta bancária de solidariedade foi aberta com 1.750 euros. É movimentada com as assinaturas de Marília Batista e de Nuno Monteiro da Shorinji Kempo. O gerente do balcão da Caixa Agrícola de Salvaterra de Magos, José Manuel Moreira, explicou que aquela instituição não poderia ser indiferente ao pedido que lhe foi feito pela administração de O MIRANTE. “Somos uma entidade da área da economia social. É do nosso foro acompanhar estas situações. É uma obrigação. Acompanhámos o caso e não podíamos ficar insensíveis. Colaborámos com todo o gosto. Queremos que estas crianças tenham mais oportunidades na vida”, afirmou. A postura da Caixa Agrícola foi elogiada pelo deputado Vasco Cunha. “É um bom exemplo. Os accionistas e clientes certamente ficarão satisfeitos por saberem que a instituição a quem confiam os seus bens está disponível para fazer este trabalho”.

Conta solidária em nome da família a quem o Estado tirou os filhos durante ano e meio (16-12-2010)

Dinheiro do Clube de Leitores de O MIRANTE aplicado em acção de solidariedade

Caixa Agrícola de Salvaterra de Magos solidariza-se com iniciativa e deputados que acompanharam o caso alertam para o facto de a família continuar sob pressão dos serviços.

No interior da Caixa Agrícola de Salvaterra de Magos, a pequena Soraia dorme ao colo de Nuno Antão, adjunto da Governadora Civil de Santarém, enquanto o Director-Geral de O MIRANTE, Joaquim António Emídio explica porque decidiu utilizar dinheiro do Clube de Leitores do jornal para abrir, na sexta-feira passada, uma conta solidária em nome da família de Foros de Salvaterra a quem foram retirados os filhos menores durante 18 meses.

Nuno Antão tem uma filha de 10 anos e voltará a ser pai nos primeiros meses do próximo ano. Ter uma criança ao colo não lhe é estranho. Assim como não lhe são estranhas situações de injustiça como a que foi vivida pela Soraia, pelos irmãos e pelos pais. Tatiana e Filipe estão ao pé da mãe, Marília Batista. A caminho da Caixa Agrícola, num pequeno percurso a pé, Filipe, foi de mão dada com o deputado social-democrata Vasco Cunha. Ao lado seguia o ex-deputado, também do PSD e actual director executivo da Nersant, António Campos.

Os menores foram retirados à família, pela GNR, a 20 de Junho de 2008, a meio da noite – situação pouco vulgar em casos do género – e apesar da população se ter solidarizado com os pais e construído uma casa nova para a família habitar – dado que a falta de condições de habitabilidade era um dos motivos alegados para a retirada das crianças – a devolução dos menores só foi concretizada a 26 de Março deste ano.

O MIRANTE acompanhou o caso desde a primeira hora. Nuno Antão, Vasco Cunha e António Campos, então deputados, interessaram-se pelo caso e solidarizaram-se com a família visitando a casa numa altura em que o desfecho do caso era incerto e escrevendo a 13 de Outubro de 2009, uma carta ao presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Salvaterra de Magos, solicitando que fosse reavaliada a situação de forma a que os três menores pudessem voltar para a família.

“Esta iniciativa de solidariedade valoriza o Clube de Leitores de O MIRANTE e volta a dar visibilidade a um caso que sensibilizou milhares de pessoas. A associação Shorinji Kempo mobilizou-se e mobilizou a população e construiu, sem ajudas do Estado, uma casa para a família. A população fez uma vigília em frente à Segurança Social de Salvaterra de Magos em Novembro de 2009. O MIRANTE deu visibilidade ao caso mas a injustiça dos Serviços do Estado manteve-se durante meses e meses. Quem diz que a comunicação social é o quarto poder engana-se. Não temos qualquer poder. Não conseguimos minimizar o sofrimento da família. Agora queremos que situações destas não se repitam”, disse Joaquim Emídio.

O Director-Geral de O MIRANTE lembrou o comportamento dos responsáveis políticos que tutelam a segurança social. “A directora da Segurança Social de Santarém nunca falou sobre este assunto. A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação a quem, por cortesia, dei conhecimento antecipado de uma carta aberta que lhe escrevi e que iria publicar no jornal, teve a deselegância de enviar um direito de resposta à mesma, antes de ela ser publicada, e dar ordens ao Instituto da Segurança Social para fazer o mesmo”.

A conta bancária de solidariedade foi aberta com 1.750 euros. É movimentada com as assinaturas de Marília Batista e de Nuno Monteiro da Shorinji Kempo. Uma parte da verba (250 euros) foi dada pela própria Caixa de Crédito Agrícola. O gerente do balcão de Salvaterra de Magos, José Manuel Moreira, explicou que aquela instituição não poderia ser indiferente ao pedido que lhe foi feito pela administração de O MIRANTE. “Somos uma entidade da área da economia social. É do nosso foro acompanhar estas situações. É uma obrigação. Acompanhámos o caso e não podíamos ficar insensíveis. Colaborámos com todo o gosto. Queremos que estas crianças tenham mais oportunidades na vida”, afirmou. A postura da Caixa Agrícola foi elogiada pelo deputado Vasco Cunha. “É um bom exemplo. Os accionistas e clientes certamente ficarão satisfeitos por saberem que a instituição a quem confiam os seus bens está disponível para fazer este trabalho”.

Pressão sobre a família continua

Após a entrega das crianças à mãe, foi fixado um prazo de seis meses durante o qual a situação seria avaliada. Esse prazo, que terminou em Setembro foi alargado em dois meses e posteriormente em mais dois meses. Nuno Antão acha estranho o que se está a passar. “Há aqui uma pressão constante que o sistema público está a exercer sobre esta família que é completamente escusada e que não contribui nada para aquilo que nós enquanto sociedade queremos para as crianças, que é estabilidade emocional para poderem prosseguir a sua vida normal”, disse a O MIRANTE.

O ex-deputado socialista e actual adjunto da Governadora-Civil considera que no caso da família de Foros de Salvaterra, não houve falhas a nível da lei mas da sua aplicação. “A máquina não funcionou e transformou uma situação que aparentemente era simples de resolver numa brutal injustiça que ainda hoje tem reflexos na vida desta família”, sublinha.

O director executivo da Associação Empresarial de Santarém, Nersant, António Campos, que já exerceu o cargo de Director da Segurança Social de Santarém lamenta a injustiça cometida pelos serviços do Estado ao prolongarem a entrega das crianças à família de Foros de Salvaterra. “As instituições envolvidas neste processo, nomeadamente a Segurança Social, devem tirar uma ilação para o futuro. Tenho pena que isto tenha chegado onde chegou sem ter sido corrigido”, afirmou. Com base na sua experiência defende a criação de uma entidade intermédia que faça uma avaliação da retirada de menores à família.”Seria uma espécie de ‘conselho de sábios’ que poderia ajudar a corrigir alguns erros que as Comissões de Protecção pudessem cometer”.

O deputado Vasco Cunha confessa que ao longo do seu percurso político tem sido confrontado com situações tão bizarras que às vezes lhe custa acreditar no que vê. “Este caso é um desses exemplos. E por vezes, nem nós deputados nem o cidadão comum têm conhecimento de situações destas”. Tanto ele como Nuno Antão e António Campos elogiaram o facto de O MIRANTE ter dado destaque ao caso.

Clube de Leitores O MIRANTE e Caixa Agrícola dão prenda de Natal à Família de Foros de Salvaterra (10-12-2010)

A administração de O MIRANTE, em colaboração com a Caixa de Crédito Agrícola de Salvaterra de Magos, vai abrir esta tarde uma conta bancária em nome da família de Foros de Salvaterra cujos filhos menores estiveram numa instituição durante um ano e oito meses, por iniciativa da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, situação que mereceu fortes críticas da população.

Os 1500 euros que vão ser depositados para a abertura da conta resultam de receitas do Clube de Leitores de O MIRANTE e de uma participação da instituição bancária. Oportunamente será divulgado o número da conta para que, quem estiver interessado, possa ajudar a família.

Recorde-se que os menores Tatiana, Filipe e Soraia foram retirados à família, pela GNR, a 20 de Junho de 2008, a meio da noite – situação pouco vulgar em casos do género – e apesar da população se ter solidarizado com os pais e construído uma casa nova para a família habitar – dado que a falta de condições de habitabilidade era um dos motivos alegados para a retirada das crianças – a devolução dos menores só foi concretizada a 26 de Março deste ano.

Na pequena cerimónia de abertura da conta bancária, que decorre a partir das 17 horas na sede da Caixa de Crédito Agrícola de Salvaterra de Magos, vão estar presentes elementos da associação Shorinji Kempo, que dinamizou o apoio da comunidade à família, os deputados Vasco Cunha e António Campos do PSD e o ex-deputado Nuno Antão do PS, que se interessaram pelo assunto na altura em que as crianças continuavam institucionalizadas, para além da administração de O MIRANTE.

Saber o que se passa na nossa rua e no nosso Mundo (25-11-2010)

São pessoas de variados interesses e com conhecimentos acima da média obtidos através de estudo, leituras ou viagens. Não prescindem da leitura de O MIRANTE porque sentem necessidade de saber o que se passa na sua região, na sua terra ou mesmo na sua rua, a par do que se vai passando no Mundo. O Clube de Leitores O MIRANTE continua de portas abertas e os amigos vão entrando. Mais de duas centenas até agora.

José Miguel Correia Noras ,Santarém, Gestor/Consultor, 54 anos

É um dos mais conhecidos membros do Clube de Leitores de O MIRANTE. Ex-presidente da Câmara Municipal de Santarém e autor de vários livros, o último dos quais “Vozes do Ventre da Lua” com prefácio de José Saramago, é um reputado especialista em questões de numismática. Interessa-se também por arqueologia, cinema e por tudo o que tenha a ver com cultura e património.

Jorge António da Silva Nunes, Santarém, Empresário, 45 anos

Ligado ao ramo automóvel, começa por dar uma vista de olhos à secção Mercado Automóvel, inserida no caderno de Economia, quando recebe O MIRANTE. Nas férias procura locais onde respire ar puro e se sinta em liberdade. O Norte de Portugal e o Alentejo são duas zonas que o atraem. Não era sócio de nenhum clube até aderir ao Clube de Leitores de O MIRANTE. Interessa-se pela história de Portugal.

Emília Adelindina Rodrigues Vieira, Moitas-Venda, Enfermeira, 60 anos

Nos anos setenta a dupla de humoristas, Nicolau Breyner e Herman José, criou um quadro revisteiro em que os senhores Feliz e Contente, munidos de bengalas e chapéus de coco, perguntavam-se, cantando: “Diga à gente, diga à gente, como vai este País”. Emília Vieira, transformou a pergunta numa exclamação. “Como vai este País!”. Para ter termo de comparação passa, por vezes, férias no estrangeiro.

Rui Miguel Ferreira de Almeida, Romeira (Santarém), Bancário, 28 anos

Como qualquer jovem gosta do convívio com os amigos. Tem como áreas de interesse o futebol e o ténis. Selecciona os temas a ler em O MIRANTE a partir da primeira página. Costuma passar férias no Algarve e, um ano ou outro, vai ao estrangeiro. Gosta de touradas, de cinema e de teatro.

Eduardo José Russo Gomes, Santarém, Engenheiro Civil, 31 anos

Interessa-se por uma grande variedade de assuntos que vão da informática à religião, passando por tecnologia, desportos motorizados, tauromaquia e equitação. É sócio do Rugby Club de Santarém e da associação juvenil Lan-Pada Azul. Gosta de música, desporto e política. O Algarve é o seu habitual destino de férias. Os assuntos de economia e sociedade são os que mais lhe interessam em O MIRANTE.

José Ribeiro Valbom, Póvoa da Isenta, Técnico social, 59 anos

Costuma passar férias em Sesimbra, gosta de ler e de ver cinema. As actividades de ar livre também têm um lugar especial na sua vida, nomeadamente o ciclismo e a caça. Sócio do Sporting Clube de Portugal e da Associação Cruz de Cristo da Póvoa da Isenta é uma pessoa muito atenta ao que o rodeia. Em O MIRANTE procura sobretudo notícias do concelho de Santarém.

Idalina Baptista dos Reis, Moitas-Venda, Professora (Aposentada), 68 anos

Gosta de ler e de viajar. E também, se interessa por teatro, música e cinema. Não é por acaso que é sócia do Teatro Virgínia em, Torres Novas que apresenta uma programação regular de qualidade. Em termos noticiosos interessa-se principalmente por política, especialmente política autárquica, são esses os temas que procura em O MIRANTE. Não tem destinos pré-definidos de férias.

Diamantino dos Santos Rufino, Santarém, Motorista (reformado), 70 anos

Quando recebe O MIRANTE gosta de dar sempre uma vista de olhos pelos anúncios. Não é o único leitor a confessar este interesse pela publicidade. Isso acontece com muitos outros, mesmo que não andem à procura de nada especial. O senhor Diamantino gosta de jardinagem e agricultura e de assistir a jogos de futebol, touradas, teatro de revista e cinema.

António Amaro Flor Simão, Cartaxo, Reformado, 61 anos

Pessoa com grande ligação ao Cartaxo, faz questão de ser sócio da Sociedade Filarmónica Cartaxense e do Sport Lisboa e Cartaxo. Que ninguém diga que já não há bairrismo. Quando recebe O MIRANTE procura as notícias de proximidade. As do seu concelho. E lê a secção de Desporto com atenção. Gosta de agricultura e é aficionado da festa brava. As férias são em casa e por vezes no Algarve.

Manuel Dias Mota, Santarém, Bate-chapas, 63 anos

Profissionalmente tem muito ruído à sua volta. Para dar descanso aos ouvidos, fora da oficina onde repara as amolgadelas dos carros, gosta de tocar viola. Para além da música e do folclore tem outras actividades que remetem para o sossego, como a agricultura e as caminhadas. É associado do Cruz de Cristo Futebol Clube, da Portela, gosta de saber o que se passa na região, por isso lê O MIRANTE.

Mário Ferreira Duarte, Salvaterra de Magos, Bancário, 64 anos

É sócio dos Bombeiros de Salvaterra de Magos, Passa férias em Portugal, de preferência no Algarve e gosta de ler, nas edições de O MIRANTE, as crónicas da última página da autoria do Director-geral, Joaquim António Emídio, para além das notícias locais. Interessa-se por pintura, história e monumentos.

Maria Celeste Ribeiro Gaspar Touret, Santarém, Educadora de Infância (Aposentada), 57 anos

É uma pessoa viajada. Conhece diversos países e culturas. Áustria, Alemanha, Holanda, Rússia, Tunísia, Egipto, Israel, Itália…para além de correr mundo acrescenta à informação recolhida no terreno a que recolhe através da leitura. Ler é uma dos seus passatempos, para além de fazer crochet. Gosta de teatro e dança. As secções de O MIRANTE que lê com mais atenção são a sociedade e a economia.

Novos membros do Clube de Leitores partilham mesmos gostos culturais (11-11-2010)

São cada vez mais o número de pessoas que todas as semanas aderem ao Clube de Leitores que O MIRANTE criou em Junho do ano passado. Em comum têm os gostos culturais que vão desde a dança ao teatro passando pelo cinema, viagens e exposições. O Clube dos Leitores de O MIRANTE foi criado para dinamizar actividades culturais e promover o convívio entre pessoas.

Teatro, cinema, leitura, tauromaquia, música e futebol são alguns dos interesses que os membros do Clube de Leitores partilha entre si. É o caso de Rui Pureza Vicente de Oliveira, de Santarém, que aproveita os tempos livres para ir ao teatro, ao cinema, ver espectáculos musicais e também para por a leitura em dia. O reformado lê todas as semanas O MIRANTE e não dispensa as notícias de sociedade, economia, O MIRANTE cor-de-rosa e a crónica Última Página.

Também João Raposo Filipe, de Santarém, aproveita os momentos de lazer para assistir a peças de teatro, filmes, futebol, e corridas de toiros. O reformado que se interessa por electrotecnia e agricultura prefere as notícias de economia publicadas semanalmente em O MIRANTE e as histórias de sociedade, nomeadamente tudo o que esteja relacionado com o Convento de São Francisco.

Apaixonado por música e cinema, Sérgio Garcia da Cruz, residente em Almeirim, procura primeira as notícias que saem em O MIRANTE sobre o concelho em que vive actualmente. Apreciador de um bom espectáculo de tauromaquia e partidas de futebol, Amândio Dias Pereira da Rocha não perde as crónicas emails do outro mundo e Última Página. As notícias de sociedade e economia são as que lê com maior atenção.

Amante de futebol, não é de estranhar que Henrique Pereira da Silva diga que a secção a que dá prioridade em O MIRANTE é o caderno de desporto. Mas o reformado também gosta de ler as secções emails do outro mundo, cavaleiro andante e O MIRANTE dos leitores. Noémia Ferreira Lopes Lavareda, de Casal das Poças (Vila Franca de Xira), gosta de ver todas as notícias relacionadas com a região onde vive. Notícias de desporto são as suas preferidas.

Assim que recebe o jornal a primeira página que Arnaldo Cruz Gonçalves vê é a secção do Cavaleiro Andante. Na sua opinião é a mais divertida. Depois faz uma leitura atenta do princípio ao fim do jornal. Histórias de sociedade, notícias de economia e a secção O MIRANTE dos leitores são as preferências de José Manuel Coelho Bento sempre que lê o semanário regional.

Empresária do ramo da parafarmácia, Edite Santos Mendes, de Aveiras de Cima (Azambuja) lê com particular interesse o caderno de economia de O MIRANTE. Nos tempos livres não dispensa um bom livro, um pezinho de dança e um filme no cinema. Os gostos de Edite Mendes são partilhados por Manuel João Dias Barreiros, de Azinhaga, concelho da Golegã. O agricultor é leitor assíduo de O MIRANTE e aprecia a secção O MIRANTE dos leitores, o caderno de economia e as notícias de desporto e sociedade.

Conferência do Bastonário da Ordem dos Advogados foi a última iniciativa realizada (04-11-2010)

Clube de Leitores de O MIRANTE atinge duas centenas de membros

A palestra com o bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho e Pinto, no âmbito do Clube de Leitores encheu a Casa do Brasil, em Santarém, e ajudou a fazer crescer o número de inscritos.

Aida Celeste Patrão, de Santarém, foi uma das pessoas que se tornou membro do Clube de Leitores, na altura da realização da conferência que o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho e Pinto veio dar à Casa do Brasil em Santarém a convite de O MIRANTE. Professora aposentada considera O MIRANTE um jornal de referência no distrito de Santarém e não perde as notícias de sociedade e economia. Também é leitora assídua da crónica da Última Página, da autoria do Director Geral, Joaquim António Emídio. Nos parágrafos seguintes damos algumas breves informações sobre outros novos membros do Clube.

José Manuel Marcelino, do Vale de Santarém (concelho de Santarém) confessa que lê o jornal todo, mas lê com maior atenção as notícias de desporto e economia.

Mário Bernardo Saramago e a esposa, Maria Alice Saramago, de Marinhais (concelho de Salvaterra de Magos), decidiram tornar-se membros do Clube de Leitores por serem leitores assíduos de O MIRANTE, onde destacam as notícias da sua freguesia como aquelas que lêem com maior atenção. Nos tempos livres gostam de ler e fazer hidroginástica.

Joaquim Fernando Jesus Botas, de Arneiro das Milhariças, e Rui Alberto Vieira, de São Vicente de Paul, freguesias do concelho de Santarém, gostam de ler o caderno de Economia e notícias de sociedade. Rui Vieira, agricultor, aprecia ainda a rubrica emails do outro mundo.

Leitora de O MIRANTE há cerca de um ano, Rosa Santos Henriques Marecos, de Santarém, destaca as notícias de sociedade como as preferidas. As notícias sobre as crianças de Foros de Salvaterra retiradas aos pais em Junho de 2008 foram as que Luís Silva Neto e José Pedreira Maltieiro acompanharam com maior interesse nos últimos tempos. Este último, residente em Várzeas, concelho do Cartaxo, não dispensa a leitura dos cadernos de economia, dos classificados e das notícias de desporto.

Luís Neto, de Vila Nova da Barquinha, não perde as secções críticas e bem humoradas, nomeadamente os “e-mails do outro mundo” e “O MIRANTE cor-de-rosa”. Carlos Batista Pinheiro, do Entroncamento, não perde a crónica da Última Página, O MIRANTE dos leitores e as histórias de sociedade. Nos tempos livres, o reformado gosta de viajar, pesquisar na internet e fotografar.

Peças de teatro, visitas guiadas a monumentos e música são alguns dos interesses de Celestino da Cruz Freire, de Santa Margarida (Constância). Assim que recebe O MIRANTE, o mecânico reformado aproveita para ler as notícias de desporto, economia e sociedade.

Para mais informações sobre o Clube dos Leitores contacte o departamento de assinaturas e promoção através do número de telefone 243 30 50 80 ou do e-mail assinaturas@omirante.pt.