Category Archives: Última Página

Notícia do pai obrigado a destruir campa da filha é a mais lida no Diário Online

A notícia do homem que foi obrigado a destruir a campa da própria filha, que
O MIRANTE acompanhou e disponibilizou em vídeo, foi a mais lida da semana, no Diário Online, com mais de 20 mil visualizações. A segunda notícia mais lida da semana, com mais de seis mil visualizações, foi a do despiste de uma carrinha dos CTT na Estrada Nacional 358, na sexta-feira, 5 de Agosto, do qual resultou um ferido. Os dados são fornecidos pela Google, que analisa o tráfego do site.

Anúncios

Tem uma história para contar?

A redacção de O MIRANTE está atenta à colaboração dos leitores. Se conhece alguém que seja alvo de qualquer tipo de discriminação; se souber de situações de injustiça que mereçam ser do conhecimento público; se acha que a sua opinião merece ser conhecida de todos os leitores escreva-nos e identifique-se de forma a facilitar o contacto e a veracidade das informações.
O MIRANTE é um jornal de serviço público e é assim que queremos ser conhecidos junto de todas as instituições e leitores em geral. Colabore e faça parte da equipa do jornal da sua terra e da sua região. Utilize os contactos que estão na ficha técnica.

VASP distribui livros de O MIRANTE

Os livros da editora O MIRANTE começaram a ser distribuídos pela VASP. O acordo com a empresa que distribui O MIRANTE desde há mais de duas décadas estendeu-se agora também à distribuição de livros. No mercado já estão algumas publicações não só da editora O MIRANTE como da Rosmaninho, uma nova chancela que se estreou com um livro de Walmir Ayala, um escritor brasileiro (1933-1981), até agora inédito em Portugal.

Lisboa aqui tão perto – Conversas sobre Cultura e Política no Ribatejo

O MIRANTE vai organizar ao longo do ano alguns encontros com escritores, jornalistas e figuras da política e da cultura, no âmbito das celebrações do seu 25º ano de publicação que foi comemorado em Novembro de 2012. Os encontros já agendados realizam-se no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, e são abertos ao público. A Escola Alves Redol associou-se à iniciativa assim como a Câmara Municipal de VFX.

“Nos bastidores dos telejornais”

Dia 10 de Abril pelas 16h00 – Conversa sobre jornalismo com Adelino Gomes

Adelino Gomes publicou em 2012 “Nos Bastidores dos Telejornais RTP1, SIC e TVI” em edição Tinta da China. O livro resulta de uma tese de doutoramento que defendeu no ISCTE mas é muito mais que um texto académico e vai muito para além de um texto bem escrito e informado sobre a realidade do jornalismo televisivo dos últimos anos. O autor é um dos mais conceituados e respeitados jornalistas portugueses e uma referência moral e intelectual para todos aqueles, jovens e menos jovens, que exercem a profissão. Quem acompanhou os últimos debates sobre o jornalismo em Portugal, e os problemas que afectam a classe, pode constatar que Adelino Gomes, embora reformado, está na primeira linha na defesa do jornalismo de proximidade e da classe dos jornalistas.

Com mais de quatro décadas de trabalho foi jornalista de televisão, rádio e de jornal, professor universitário e formador de jornalistas no CENJOR. Tem uma carreira como repórter tão respeitada como os lugares mais institucionais que desempenhou nomeadamente o cargo de Provedor do Ouvinte da RDP. Adelino Gomes trabalhou no Rádio Clube Português, Rádio Renascença, RDP, TSF, RTP e Público. O livro agora publicado será o mote para a conversa com o jornalista que já confessou que a classe dos jornalistas precisa de viver uma nova revolução.

 

 

“A televisão e as telenovelas”

Dia 19 Abril, às 16 horas – Conversa com o critico de televisão Eduardo Cintra Torres

Eduardo Cintra Torres é crítico de televisão e de publicidade e professor auxiliar na Universidade Católica Portuguesa onde dá aulas sobre Televisão, Publicidade, Ética da Comunicação e Técnicas de Comunicação Audiovisual. É o mais mediático crítico de televisão em Portugal e, sem dúvida, o mais controverso não só pela qualidade da opinião como pela polémica que sabe imprimir a cada um dos seus textos. Tem dezena e meia de livros publicados e um deles é a sua tese de mestrado intitulada “A Tragédia Televisiva (Lisboa, ICS, 2006). A multidão e a televisão. Representações contemporâneas da efervescência colectiva, é o título da sua tese de doutoramento ainda não publicada em livro. As áreas que mais lhe interessam são os estudos televisivos numa perspectiva sociológica e de análise textual, a análise de publicidade e a sociologia da literatura. Neste último domínio já publicou meia dúzia de artigos sobre as representações da multidão na literatura no período aproximado de 1870-1930, em especial a portuguesa, mas também a francesa. Pretende continuar nesta investigação solitária por mais alguns anos, alargando-a a representações icónicas da multidão no mesmo período, nomeadamente na pintura, cinema e fotografia.

 

 

“Dois poetas de dois mundos”

Dia 2 de Maio às 16 horas – A poesia de Jaime Rocha e M. Parissy

Jaime Rocha é um poeta português mais conhecido pela sua actividade como dramaturgo e romancista. É autor de 15 peças levadas à cena em Portugal e no estrangeiro, entre as quais se destacam “Homem Branco Homem Negro”, “Seis Mulheres Sob Escuta” e “O Terceiro Andar”, obras que ganharam distintos prémios literários. A sua obra poética é, no entanto, mais conhecida, se tivermos em conta a preferência da crítica já que para a dramaturgia não há critica porque, de verdade, também não há críticos. Com mais de uma dezena de livros de poesia, Jaime Rocha é um poeta cuja linguagem obedece a referências culturais que desarmam os leitores menos informados. Em Portugal há muitos poetas com obra publicada que não conseguem ler a poesia de Jaime Rocha (pseudónimo do jornalista reformado, Rui Ferreira e Sousa), editada pela Relógio D’Água e que ganhou recentemente o prémio do Pen Clube.

M. Parissy é nome de poeta que esconde o de um outro jornalista (Mário Galego), mas este ainda no activo. A sua poesia contrasta em quase tudo com a de Jaime Rocha. É um poeta de editoras marginais e de uma obra muito distinta, que remete para a aventura da linguagem sem obedecer a escolas ou grupos. Tem publicados, entre outros, os livros “Corpo Indómito”, “Dublin e Tu”, “Morte Com Dedos Em Ferida” e “Mãos de Arquipélago”.

Director Geral de O MIRANTE criticou Governo por ter acabado com a publicidade de certos actos públicos

Na tarde desta quinta-feira em Abrantes, no decorrer da cerimónia de entrega dos prémios “Personalidade do Ano” que O MIRANTE atribui anualmente, O Director Geral do jornal criticou o Governo por ter acabado com a publicidade obrigatória de certos actos públicos que, para além de contribuir para a transparência política, era uma forma de contribuição para o pagamento do serviço que os jornais regionais prestam às comunidades .

“Nestes 25 anos de existência já nos viraram do avesso algumas vezes. Uma delas alterando as regras do Porte Pago (apoio dado ao envio de jornais pelo correio). Mais recentemente cortando toda a publicidade que facturávamos junto de entidades concelhias que era e deveria continuar a ser uma fonte de receita que ajudasse a pagar o serviço público que prestamos à comunidade”, disse Joaquim António Emídio.

Perante uma plateia que enchia o cine-teatro S. Pedro, o orador garantiu, no entanto, que a decisão governamental a que chamou “traiçãozinha”, não derrubou O MIRANTE porque ele tem “bons alicerces”.

Depois de confessar o orgulho que sente por O MIRANTE ter completado 25 anos de edição em Novembro do ano passado, como líder incontestado de audiências e na posição de melhor jornal regional do país, Joaquim António Emídio explicou que o caminho do sucesso não é fácil.

“Somos em Portugal o único jornal de referência que não pertence a um grande grupo económico. O único, não me canso de o repetir. Dito assim parece uma banalidade. Quem sabe o que custa viver e sobreviver num mercado dominado por uma concorrência desleal, num mercado onde a comunicação social é dominada por patrões que ganham dinheiro noutros negócios para perderam nos seus jornais e televisões, quem sabe isto, percebe melhor e entende melhor o significado que atribuo ao facto de sermos um jornal independente, que pode praticar um jornalismo de proximidade sem a canga de um patrão ou de um investidor que precisa do jornal para servir os seus interesses pessoais ou os das suas empresas”.

Referindo-se aos processos que o jornal tem em tribunal manifestou a sua esperança que não seja uma eventual degradação do sistema de justiça a pôr em causa a continuidade do jornal. “Não cairemos nas muitas batalhas que travamos todos os dias mas podemos morrer no campo de batalha traídos pela falta de justiça que tanto defendemos a tentamos respeitar no nosso trabalho diário. Nada de queixinhas. Mas as liberdades conquistadas com o 25 de Abril já não são o que eram. Principalmente para os que teimam em lutar com as armas do trabalho e da independência e que assumem a rebeldia na defesa de causas tão velhas como a honestidade”.

A intervenção de Director-Geral de O MIRANTE terminou com um rasgado elogio às Personalidades do Ano.

“Temos mil histórias para contar desta vida de andarilhos e de escrita pela noite dentro mas não temos tantos quilómetros de estrada como os músicos dos Quinta do Bill, nem tantas horas de olho fino como o Nené a ver para que lado marram os toiros, nem sabemos tanto de política como a deputada Carina Oliveira, que tem a escola da Assembleia da República. Jamais conseguiremos ser jornalistas de proximidade com a mesma proximidade que o Dionísio Mendes que é presidente de câmara; nunca chegaremos aos calcanhares do massagista Mário André a deitar a mão a uma dificuldade. Por muito anos que vivamos nunca mais conseguiremos apanhar o passado antifascista e cheio de referências culturais da Euterpe Alhandrense e ficaremos sempre de boca aberta a ver como se organizam em termos empresariais e associativos o Conservatório de música de Ourém e Fátima e o Sport Clube Operário de Cem Soldos. O Juventude Amizade e Convívio de Alcanena é um caso raro de êxito no desporto, principalmente feminino, e nós somos todos uns trambolhos se nos tirarem o ofício da escrita ou, noutros casos, a capacidade de ajudarmos a duplicar negócios com a publicidade que vendemos para o nosso jornal”.

Director Geral de O MIRANTE desafia Governo a enterrar o defunto Porte Pago

No Dia da Imprensa que se realizou ontem, dia 11, em Palmela, Joaquim António Emídio, diretor geral de O MIRANTE, desafiou o Ministro Miguel Relvas a fazer o funeral ao Porte Pago para a Imprensa depois do Governo socialista, do tempo de Arons de Carvalho, lhe ter começado a fazer o funeral.

O Dia da Imprensa em Portugal está marcado para sempre na vida de O MIRANTE.

Há dois anos, quando o dia da Imprensa se comemorava em Santarém, a 50 metros da nossa redacção principal, fomos visitados à hora em que as ilustres personalidades discursavam, por um juiz, um delegado do ministério público, dois inspectores da polícia judiciária, uma administrativa do tribunal de Santarém, e o presidente do sindicato dos jornalistas. Finalidade: um advogado da nossa praça, ofendido por um artigo em que era personalidade visada, pôs a justiça a trabalhar num processo sem pés nem cabeça que não deu em nada mas que deve ter custado uns milhares de euros aos cofres do Estado e teve esse mérito especial de nos assustar e confirmar que vivemos num país de muitos equívocos (para ser brando nas palavras).

Tinha que contar este episódio por que nem o facto de termos o Dia da Imprensa a decorrer ali ao nosso lado, e de a notícia ter sido espalhada logo depois, gerou o mais pequeno interesse na classe dos jornalistas.

Imagine senhor Ministro Miguel Relvas que não me conhece de lado nenhum; esqueça que de há 25 anos a esta parte sabemos quase tanto um do outro como os beirais das casas sabem da chuva; o Senhor porque fez quase toda sua vida política na região de abrangência do nosso jornal; nós porque somos jornalistas e sabemos fazer o nosso trabalho.

Esqueça que nos ajudou a abrir caminho para a Assembleia da República onde fomos algumas vezes chamar os bois pelos nomes na hora de reivindicarmos mais justiça para a comunicação social regional. Esqueça que sabe como funciona a maioria dos jornais locais e sabe, da experiência e da observação e do trabalho político, como se constrói uma empresa de comunicação social como aquela em que trabalhamos, que é única no país.

Deixe que lhe dê um exemplo. No concelho de Palmela, onde estamos hoje, O MIRANTE é líder entre todos os jornais nacionais em Fidelidade e Afinidade segundo o bareme imprensa da Marktest no estudo realizado na zona centro e sul. A difusão de O MIRANTE é de tal forma grande e substantiva nos concelhos onde trabalhamos do outro lado do Tejo que conseguimos ser líderes no concelho de Palmela e de Setúbal embora tenhamos aqui poucos leitores

O senhor Ministro deve saber que há uma lei que obriga o estado a publicar 15% da publicidade institucional nos jornais regionais e que nunca foi cumprida nem em 1%.; o senhor Ministro deve saber que ao acabarem com a obrigatoriedade da publicação dos editais e publicações de várias instituições do Estado os jornais de proximidade perderam uma das suas receitas mais importantes e o Estado perdeu transparência na relação com os cidadãos; o Senhor Ministro deve saber que o preço mínimo de assinatura e o pagamento à cabeça foi uma invenção de tal modo surrealista que já passaram “paletes” de governantes por esta pasta e ninguém conseguiu, até hoje, corrigir uma lei que nem lembrava ao diabo que parece ser mais inteligente que o dirigente socialista que também esteve na origem da redução do Porte pago para 40%.

Senhor Ministro Miguel Relvas: a imprensa regional e local merece mais do que a atenção que os últimos secretários de Estado lhe têm dedicado. Os milhares de jornalistas que se licenciaram para trabalharem no mercado mereciam melhores governantes e governos mais justos e atentos ao país real.

Todos sabemos que o Senhor tem várias batatas quentes na mão a começar na privatização da RTP e a acabar no problema com o segredo de Justiça. Mas isso não é desculpa para não fazer justiça às empresas de comunicação social que criam emprego e são a voz da cidadania no país real que o Senhor conhece muito bem.

Pergunte aos empresários que trabalham no país real se eles estão contentes com o sistema do Porte Pago (PP) e com o trabalho de distribuição dos correios que nos levam coiro e cabelo.

Se o Senhor não tem tempo ponha alguém a trabalhar para ver se consegue perceber de que vale ter um subsídio de PP de 40 % sobre preços que nós não podemos negociar com os correios por estarmos de mãos e pés atados pela forma como este sector sempre foi gerido e, de certo modo, manobrado pelos vários interesses instalados.

O Gabinete de Meios serve para quê? A secretaria de Estado que o seu ministério tutela serve que interesses? De que forma é que o Estado vai compensar os jornais que estão a migrar para o digital? De que forma é que o Estado vai apoiar os projetos regionais que tentam sobreviver fora dos grandes centros e à margem dos grandes interesses económicos?

Se começaram o funeral do PP porque é que não enterram o morto? Se desafiaram as empresas a sobreviveram com as regras do mercado porque é que o Governo continua a financiar os CTT e não obriga a sua administração a entender-se com as empresas do setor que são tratadas como se tratam órfãos de pai?

O Senhor acredita na regionalização e não acredita que há gente valorosa por esse país fora que também sabe gerir uma televisão e fazer jornalismo de qualidade que não sirva apenas morangos com açúcar e intrigas ao jantar?

Joaquim António Emídio

*Texto lido em Palmela no almoço que reuniu todos os participantes no Dia da Imprensa comemorado a 11 de Dezembro em Palmela.

Decisão da Providência Cautelar não Especificada n.º 1465/11.0TBSTR, 2.º Juízo Cível, do Tribunal de Santarém

Providência Cautelar não Especificada n.º 1465/11.0TBSTR, 2.º Juízo Cível, do Tribunal de Santarém

Requerente: José Armando de Oliveira Domingos

Requeridos: Joaquim António Antunes Emídio, Maria de Fátima Franco Salgado Emídio e Alberto Fernando de Carvalho Bastos

 

Pedido:

 

a) removerem de todas as páginas da internet o texto ofensivo do crédito e do bom nome do Requerente, identificado na presente providência, que o Requerido Joaquim António Antunes Emídio redigiu;

b) removerem de todas as páginas da internet a imagem do Requerente, que surge associada ao mencionado texto:

c) recolherem e destruírem todos os exemplares da edição em papel de O MIRANTE de 26 de Maio de 2011, ainda não distribuídos ou vendidos;

d) absterem-se de editar, publicar, republicar, divulgar, distribuir ou difundir por qualquer meio e formato, textos, imagens ou registos áudio que se refiram, directa ou indirectamente, ao Requerente, em moldes que ofendam o seu crédito ou bom nome;

e) absterem-se de editar, publicar, republicar, divulgar, distribuir ou difundir por, qualquer meio e formato, textos, imagens ou registos áudio que se refiram directa ou indirectamente, a qualquer acção judicial, administrativa ou outra, em que sejam partes o Requerente, por um lado, e os Requeridos, ou empregados ou familiares seus, por outro, enquanto não transitar em julgado a decisão final

f) a publicarem a decisão que defira as providências agora requeridas na edição em papel do semanário O MIRANTE, na primeira página de um dos dois primeiros números seguintes à data da notificação da sentença;

g) a publicarem a mesma decisão, a partir do dia seguinte ao do seu trânsito em julgado, em todas as primeiras páginas das edições digitais de O MIRANTE, mantendo-a aí durante 90 dias.

Mais requer a Vª Ex.ª se digne sujeitar cada um dos Requeridos ao pagamento de uma sanção pecuniária compulsória, que se sugere seja fixada nos termos seguintes:

1) € 50.000,00 (cinquenta mil euros) a cada Requerido por cada dia – contado a partir das 00H00 horas do dia seguinte ao da notificação do decretamento das providências – que o artigo calunioso em questão permaneça em qualquer página da internet;

2) € 50.000,00 (cinquenta mil euros) a cada Requerido por cada dia – contado a partir das 00H00 horas do dia seguinte ao da notificação do decretamento das providências – que a imagem do Requerente associada ao artigo calunioso em questão surja em qualquer página da internet;

3) € 50.000,00 (cinquenta mil euros) a cada Requerido pela infracção da providência supra indicada na alínea c);

4) € 50.000,00 (cinquenta mil euros) a cada Requerido por cada infracção das providências supra mencionadas nas alíneas d) e e);

5) € 100.000,00 (cem mil euros) a cada Requerido pela infracção de cada uma das providências mencionadas nas alíneas f) e g).

Finalmente, deverá condenar-se os Requeridos em custas e procuradoria condigna.

 

Decisão do 2.º Juízo do Tribunal de Santarém:

 

Nestes termos, e com a fundamentação que antecede, decido julgar procedente por provada este procedimento cautelar inominado intentado por José Armando de Oliveira Domingos contra Joaquim António Antunes Emídio, Maria de Fátima Franco Salgado Emídio e Alberto Fernando de Carvalho Bastos e, em consequência, determino que os requeridos:

 

a) removam de todas as páginas da internet o texto ofensivo do crédito e do bom nome do Requerente, identificado na presente providência, que o Requerido Joaquim António Antunes Emídio redigiu;

b) removam de todas as páginas da internet a imagem do Requerente, que surge associada ao mencionado texto;

c) recolham e destruam todos os exemplares da edição em papel de O MIRANTE de 26 de Maio de 2011, ainda não distribuídos ou vendidos;

d) se abstenham de editar, publicar, republicar, divulgar, distribuir ou difundir por qualquer meio e formato, textos, imagens ou registos áudio que se refiram, directa ou indirectamente, ao Requerente, em moldes que ofendam o seu crédito ou bom nome;

e) se abstenham de editar, publicar, republicar, divulgar, distribuir ou difundir por qualquer meio e formato, textos, imagens ou registos áudio que se refiram, directa ou indirectamente, a qualquer acção judicial, administrativa ou outra, em que sejam partes o Requerente, por um lado, e os Requeridos, por outro, enquanto não transitar em julgado a decisão final;

f) a publicarem a decisão que defira as providências agora requeridas na edição em papel do semanário O MIRANTE, na primeira página de um dos dois primeiros números seguintes ao trânsito em julgado desta decisão;

g) a publicarem esta decisão, a partir do dia seguinte ao do seu trânsito em julgado, em todas as primeiras páginas das edições digitais de O MIRANTE, mantendo-a aí durante 90 dias.

Condeno ainda cada um dos requeridos ao ao pagamento de uma sanção pecuniária compulsória, assim fixada:

1) €5.000,00 (cinco mil euros) a cada Requerido por cada dia – contado a partir do trânsito em julgado desta decisão – que o artigo calunioso em questão permaneça em qualquer página da internet;

2) €5.000,00 (cinco mil euros) a cada Requerido por cada dia – contado a partir do trânsito em julgado desta decisão – que a imagem do Requerente associada ao artigo calunioso em questão surja em qualquer página da internet;

3) €5.000,00 (cinco mil euros) a cada Requerido pela infracção da providência supra indicada na alínea c);

4) €5.000,00 (cinco mil euros) a cada Requerido por cada infracção das providências supra mencionadas nas alíneas d) e e);

5) €5.000,00 (cinco mil euros) a cada Requerido pela infracção de cada uma das providências mencionadas nas alíneas 1) e g).

Custas pelos requeridos, fixando o valor da causa em €30.000,01.

Registe e notifique.

STR, 10 de Novembro de 2011

 

Decisão do Tribunal da Relação de Évora (Processo n.º 1465/11.0TBSTR.E1, 2.ª Secção Cível):

 

Termos em que, concedendo-se parcialmente à apelação, se acorda em revogar parcialmente a decisão recorrida:

a) Alterando o decidido sob o n° 1, als. a) e b) da parte decisória, no sentido de os requeridos procederem à remoção do texto e imagem do requerente associado ao texto de todas as páginas da internet que sejam da sua responsabilidade ou cuja remoção esteja na sua disponibilidade;

b) Alterando o decidido sob o n° 1, al. f) da parte decisória, no sentido de a publicação ser feita na última página da edição em papel do semanário “O MIRANTE”;

c) E alterando o decidido sob o n° 1. al. g) da parte decisória, no sentido de a publicação a publicação da decisão em todas as primeiras páginas das edições digitais de O Mirante, a partir do dia seguinte ao do trânsito em julgado, se manter aí durante uma semana;

No mais se confirmando a decisão recorrida.

Custas pelos apelantes e pelo apelado, na proporção, respectivamente, de 7/8 e de 1/8.